INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ

O assunto da semana é bem importante! Trata-se da infecção urinária na gravidez. Em algum momento da vida, você já ouviu falar de algum médico: “Caso não apresente sintomas, não é necessário realizar tratamento”, o conselho é correto, EXCETO no período gestacional, pois uma infecção urinária não tratada pode gerar complicações para a mãe e para o bebê.

O primeiro passo é entender por que a infecção urinária é mais comum na gravidez…

A infecção urinária é causada por bactérias que podem afetar a bexiga (cistite) e os rins (pielonefrite), nos casos mais graves. Nas mulheres, o canal que sai a urina (uretra) é mais curto do que nos homens, por isso a chance de infecção nas mulheres é maior. Nas grávidas, além do fator anatômico, ainda ocorre relaxamento de toda via urinária, pela ação de um hormônio chamado progesterona. A glicose (açúcar), na gravidez, também é mais expelida na urina, tornando o ambiente mais propenso ao crescimento de bactérias. Outro fator predisponente é que o aumento uterino dificulta o esvaziamento da bexiga, deixando a urina parada e aumentando as chances de infecção.

As infecções no período gestacional podem ser diagnosticadas apenas nos exames de rotina (realizado três vezes durante o pré-natal), elas são conhecidas como bacteriúrias assintomáticas, ou infecções clássicas com sintomas que variam entre dor, ou queimação para fazer xixi, vontade frequente de ir ao banheiro (todas as grávidas têm), dor no baixo ventre, tremores, febre, urina com cheiro forte e com sangue. Caso o quadro progrida para uma pielonefrite, a mulher também pode apresentar dores na região de um rim, ou dos dois rins, além de febre alta (mais de 38°).

Quais as complicações que podem ocorrer se a infecção não for tratada??

INFECÇÃO RENAL

A forma assintomática (sem sintomas) de infecção urinária representa um risco maior (de vinte a trinta por cento de chances) de as gestantes desenvolverem pielonefrite aguda, ou seja, infecção renal. Por isso, para diagnosticar precocemente a bacteriúria assintomática e realizar o tratamento adequado, é importante fazer o acompanhamento pré-natal.

RUPTURA PREMATURA DA BOLSA

A infecção urinária pode causar ruptura prematura da bolsa, colocando o bebê em risco, pois ela gera perda de líquido amniótico e aceleração do trabalho de parto!

PARTO PREMATURO

As toxinas que as bactérias liberam no trato urinário podem provocar contrações no útero, levando ao trabalho de parto prematuro. Nessa condição, além do tratamento para controlar a infecção, a gestante deve ficar de repouso. Se as contrações são ritmadas e dolorosas, o médico pode indicar o uso de medicamentos para reduzi-las e tentar impedir o parto prematuro.

SEPSE MATERNA

Nos casos mais graves, em que a infecção urinária não foi corretamente tratada, a mãe pode apresentar sérias complicações no pós-parto, apresentando sintomas como: febre, náuseas, dores de cabeça e infecção generalizada.

Existem medidas que podem ajudar a prevenir as infecções urinárias? Sim, dentre elas, as mais importantes são:

ü  Beber bastante líquido, de preferência água, pois ela lavará a via urinária, dificultando a subida das bactérias;

ü  Não segurar o xixi, especialmente após as relações sexuais.

Caso a infecção seja diagnosticada, não se assuste!!! Existem antibióticos que podem ser usados no período gestacional sem causar problemas para o bebê. É de suma importância que o tratamento seja feito corretamente para evitar complicações.

Por isso, meninas, fiquem atentas!! Infecção urinária na gestação é assunto sério! Espero ter ajudado. Deixem seus recadinhos!!

Beijinhos,

Dra. Thábata.