SERENA

Psiquiatria • Saúde Mental • Bem-Estar

SAÚDE MENTAL EXPLICADA ·

SAÚDE MENTAL EXPLICADA ·

Ansiedade

Ansiedade: sintomas, crise, tratamento e quando procurar ajuda

Ansiedade: sintomas, crise, tratamento e quando procurar ajuda

A ansiedade faz parte da vida, mas merece atenção quando se torna intensa, difícil de controlar e começa a limitar a rotina. Entenda os sintomas, as crises e as formas de tratamento.

Autoria médica:

·

Pessoa sentada perto de uma janela, fazendo uma pausa e respirando com as mãos apoiadas no colo.

Sentir ansiedade antes de uma entrevista, uma prova, uma conversa importante ou uma mudança de vida é uma experiência comum. Ela funciona como um sinal de alerta: aumenta a atenção e prepara o corpo para responder a algo percebido como desafiador ou ameaçador.

O problema começa quando esse alerta se mantém ligado por tempo demais, aparece sem uma ameaça proporcional ou passa a interferir na rotina. A preocupação ocupa grande parte do dia, o corpo permanece tenso, o sono piora e situações importantes começam a ser evitadas.

Nesses casos, pode existir um transtorno de ansiedade ou outra condição que precisa ser compreendida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade são os transtornos mentais mais comuns no mundo e afetavam cerca de 359 milhões de pessoas em 2021.

Ter ansiedade não significa automaticamente ter um transtorno. O que merece atenção é a combinação entre intensidade, duração, dificuldade de controle e prejuízo na vida cotidiana.

“A ansiedade não precisa desaparecer por completo para que a vida volte a ter espaço. O primeiro passo é perceber quando esse estado de alerta deixou de proteger e começou a limitar.”

Dra. Giovana Cavalcante, médica da Saúde Mental.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma resposta do organismo diante da possibilidade de perigo, incerteza ou cobrança. Mesmo quando a ameaça não está acontecendo naquele momento, o cérebro pode antecipar problemas e colocar o corpo em prontidão.

Por isso, a ansiedade não aparece apenas como preocupação. Ela também pode alterar a respiração, acelerar o coração, contrair os músculos, mudar o funcionamento do intestino e dificultar o sono.

Em níveis proporcionais, essa resposta pode ajudar alguém a se preparar para uma tarefa ou agir diante de um risco. Quando se torna excessiva, persistente e difícil de controlar, porém, pode causar sofrimento e comprometer trabalho, estudos, relações, descanso e qualidade de vida.

Ansiedade normal ou transtorno de ansiedade: qual é a diferença?

Não existe uma linha única que separe toda ansiedade normal de um transtorno. A avaliação considera o conjunto da experiência.

Algumas perguntas ajudam a perceber quando vale procurar ajuda:

  • A preocupação aparece na maior parte dos dias?

  • É difícil interromper ou controlar os pensamentos?

  • O corpo permanece tenso mesmo quando não existe um risco imediato?

  • O sono, a concentração ou o apetite mudaram?

  • A pessoa evita lugares, conversas ou responsabilidades por medo?

  • Os sintomas prejudicam trabalho, estudos, relacionamentos ou autocuidado?

  • O sofrimento persiste por semanas ou meses?

Uma preocupação ligada a um problema real pode ser desconfortável sem representar um transtorno. Por outro lado, sintomas que parecem “leves” podem exigir muita energia para serem escondidos ou controlados. Por isso, o impacto na vida importa tanto quanto a aparência externa.

Quais são os sintomas de ansiedade?

A ansiedade pode aparecer em pensamentos, emoções, comportamentos e sensações físicas. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sinais, e a intensidade pode variar ao longo do tempo.

Sintomas emocionais e mentais

  • preocupação difícil de controlar;

  • sensação de que algo ruim vai acontecer;

  • medo intenso ou desproporcional;

  • irritabilidade;

  • inquietação ou dificuldade para relaxar;

  • sensação de estar sempre em alerta;

  • dificuldade para se concentrar ou tomar decisões;

  • pensamentos repetitivos sobre possíveis problemas;

  • sensação de mente acelerada;

  • medo de perder o controle.

Sintomas físicos

  • coração acelerado ou palpitações;

  • respiração curta ou sensação de falta de ar;

  • aperto ou desconforto no peito;

  • tensão muscular;

  • tremores;

  • suor excessivo;

  • tontura ou sensação de desmaio;

  • formigamento;

  • boca seca;

  • náusea, dor abdominal ou alterações intestinais;

  • dor de cabeça;

  • cansaço;

  • dificuldade para dormir ou sono pouco reparador.

Mudanças de comportamento

  • evitar situações que provocam medo;

  • cancelar compromissos com frequência;

  • buscar garantias ou confirmação repetidamente;

  • adiar decisões por receio de errar;

  • tentar controlar todos os detalhes;

  • usar álcool, medicamentos ou outras substâncias para aliviar o desconforto;

  • isolar-se;

  • reduzir atividades que antes faziam parte da rotina.

Sintomas físicos de ansiedade são reais. Eles não são “invenção” nem sinal de fraqueza. Ao mesmo tempo, palpitação, dor no peito, falta de ar, tontura e outros desconfortos também podem ter causas clínicas. Sintomas novos, intensos ou diferentes do habitual precisam de avaliação adequada, especialmente quando surgem de forma súbita.

Como é uma crise de ansiedade?

A expressão “crise de ansiedade” é usada de maneira ampla para descrever um aumento importante de medo, tensão e sintomas físicos. A pessoa pode sentir que não consegue desacelerar, respirar normalmente ou organizar os pensamentos.

Durante uma crise, podem aparecer:

  • coração acelerado;

  • respiração rápida;

  • aperto no peito ou na garganta;

  • tremor e suor;

  • tontura;

  • náusea;

  • choro;

  • sensação de perda de controle;

  • medo de desmaiar, morrer ou enlouquecer;

  • sensação de que o ambiente ou a própria pessoa está “estranho” ou distante.

Nem toda piora da ansiedade é um ataque de pânico. Uma crise pode crescer aos poucos e permanecer ligada a preocupações específicas. No ataque de pânico, os sintomas costumam surgir de forma abrupta e alcançar grande intensidade em poucos minutos.

“Quando a ansiedade aumenta muito, o corpo pode ocupar o centro da experiência. Escutar esses sintomas com cuidado é importante, mas atribuir tudo automaticamente à ansiedade pode atrasar a investigação de outras causas.”

Dra. Giovana Cavalcante, médica da Saúde Mental.

Crise de ansiedade e ataque de pânico são a mesma coisa?

Não necessariamente.

“Crise de ansiedade” é uma expressão cotidiana, sem uma definição única. Ela pode se referir a um período de preocupação intensa, tensão, choro, falta de ar ou piora de sintomas ansiosos.

O ataque de pânico tem uma descrição clínica mais específica. É uma onda súbita de medo ou desconforto intenso acompanhada de sintomas físicos e mentais, como palpitação, tremor, suor, falta de ar, tontura, dor no peito e medo de morrer ou perder o controle.

Ter um ataque de pânico isolado não significa, por si só, ter transtorno do pânico. Nesse transtorno, os ataques se repetem e costumam ser acompanhados por medo persistente de uma nova crise ou por mudanças de comportamento, como evitar determinados lugares.

O que fazer durante uma crise de ansiedade?

Algumas medidas podem ajudar a atravessar o momento, mas não substituem avaliação profissional quando as crises são recorrentes ou intensas.

1. Vá para um lugar mais seguro e com menos estímulos

Se possível, sente-se, afrouxe roupas apertadas e reduza barulho, calor ou aglomeração. Apoiar os pés no chão pode aumentar a sensação de estabilidade.

2. Diminua o ritmo da respiração

Em vez de tentar puxar grandes quantidades de ar rapidamente, procure respirar de modo suave e mais lento. Uma possibilidade é inspirar pelo nariz sem forçar e soltar o ar devagar, deixando a expiração durar um pouco mais que a inspiração.

Se qualquer exercício respiratório aumentar o desconforto, não insista. Retome uma respiração natural e concentre-se em outro ponto de apoio.

3. Direcione a atenção para o presente

Observe objetos ao redor, nomeie cores, perceba o contato dos pés com o chão ou descreva mentalmente o ambiente. A intenção não é “apagar” a ansiedade, mas oferecer ao cérebro sinais concretos de onde você está.

4. Lembre-se de que a intensidade tende a diminuir

Durante uma crise, a sensação pode parecer interminável. Recordar que o pico costuma passar ajuda a reduzir o medo do próprio sintoma.

5. Peça companhia

Se houver alguém de confiança por perto, diga de forma simples o que está acontecendo e o que pode ajudar. A outra pessoa pode permanecer junto, falar com calma e evitar cobranças ou excesso de perguntas.

Não use álcool, medicamentos de outra pessoa ou doses extras de remédios por conta própria para interromper uma crise.

Quando uma crise pode ser uma emergência?

Ansiedade e pânico podem causar sintomas muito intensos, mas não é seguro concluir sozinho que dor no peito, falta de ar ou desmaio são “apenas ansiedade”.

Procure um serviço de urgência ou acione o SAMU pelo 192 quando houver, por exemplo:

  • dor no peito súbita, intensa ou diferente do habitual;

  • falta de ar importante;

  • desmaio;

  • confusão intensa;

  • fraqueza súbita ou alteração da fala;

  • risco de autoagressão ou suicídio;

  • sintomas que ameaçam a vida ou não melhoram com o manejo inicial.

Se houver pensamentos de suicídio ou risco imediato, não permaneça sozinho. Procure uma UPA, pronto-socorro ou hospital, acione o SAMU 192 ou ligue para o Centro de Valorização da Vida pelo 188, disponível gratuitamente 24 horas por dia.

Quais são os principais transtornos de ansiedade?

“Ansiedade” não é um único diagnóstico. Existem diferentes transtornos, definidos pelo tipo de medo ou preocupação, pela duração dos sintomas e pelo impacto causado.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Envolve preocupação excessiva e difícil de controlar sobre diferentes áreas da vida, como saúde, família, trabalho, dinheiro e responsabilidades. Pode vir acompanhada de inquietação, cansaço, irritabilidade, tensão muscular, dificuldade de concentração e alterações do sono.

Para o diagnóstico de TAG em adultos, a avaliação considera um padrão presente na maioria dos dias por pelo menos seis meses. Isso não significa que alguém precise esperar seis meses para buscar ajuda.

Transtorno do pânico

É caracterizado por ataques de pânico recorrentes e preocupação persistente com novas crises ou suas consequências. Algumas pessoas passam a evitar lugares onde acreditam que seria difícil receber ajuda.

Transtorno de ansiedade social

Envolve medo intenso de ser observado, avaliado negativamente, constrangido ou humilhado em situações sociais ou de desempenho. Vai além da timidez quando provoca sofrimento importante ou limita estudos, trabalho e relações.

Fobias específicas

São medos intensos relacionados a objetos ou situações específicas, como determinados animais, altura, sangue, agulhas, tempestades ou viagens de avião. A pessoa pode reconhecer que o medo é excessivo e, ainda assim, ter grande dificuldade para enfrentá-lo.

Agorafobia

É o medo de situações em que escapar ou receber ajuda poderia parecer difícil, como transporte público, filas, multidões, locais fechados ou estar sozinho fora de casa. Em casos mais intensos, a pessoa pode restringir muito sua circulação.

Transtorno de ansiedade de separação

Ocorre quando existe medo excessivo de afastamento ou perda de pessoas importantes. Embora seja mais associado à infância, também pode acontecer em adultos.

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) podem envolver ansiedade, medo e evitação, mas atualmente são classificados em categorias próprias nos principais sistemas diagnósticos.

O que causa ansiedade?

Em geral, não existe uma causa única. Os transtornos de ansiedade resultam da interação entre diferentes fatores, que podem incluir:

  • predisposição genética e histórico familiar;

  • características individuais e formas de responder ao estresse;

  • experiências adversas ou traumáticas;

  • doenças, perdas e mudanças importantes;

  • ambiente familiar, social ou profissional;

  • privação de sono;

  • uso de cafeína em excesso;

  • consumo ou abstinência de álcool e outras substâncias;

  • uso de alguns medicamentos;

  • outras condições de saúde física ou mental.

Nem toda pessoa exposta a esses fatores desenvolverá um transtorno. Da mesma forma, alguém pode apresentar ansiedade importante mesmo sem identificar um acontecimento específico que explique tudo.

Ansiedade pode causar sintomas físicos todos os dias?

Pode. Quando o organismo permanece em estado de alerta, sintomas como tensão muscular, desconforto digestivo, dor de cabeça, palpitação, cansaço e alterações do sono podem se repetir.

Isso não significa que qualquer sintoma físico deva ser atribuído à ansiedade. Alterações na tireoide, problemas cardiovasculares ou respiratórios, hipoglicemia, efeitos de medicamentos e outras condições podem produzir manifestações parecidas.

Uma avaliação adequada procura entender tanto a experiência emocional quanto a possibilidade de causas clínicas.

Ansiedade, estresse ou medo: como diferenciar?

Os três podem se misturar, mas não são exatamente a mesma coisa.

Medo costuma estar relacionado a uma ameaça imediata: algo está acontecendo agora e o organismo se prepara para reagir.

Ansiedade está mais ligada à antecipação de uma ameaça futura, mesmo que ela seja incerta ou apenas imaginada.

Estresse é uma resposta às exigências ou pressões que pedem adaptação, como excesso de trabalho, doença, conflito ou mudança importante.

Uma pessoa pode estar estressada e ansiosa ao mesmo tempo. A avaliação busca compreender o que desencadeia os sintomas, quanto tempo eles duram e como afetam o funcionamento.

Ansiedade ou TDAH: por que podem ser confundidos?

Ansiedade e TDAH podem envolver dificuldade de concentração, inquietação, esquecimento, problemas de sono e sensação de mente acelerada.

Na ansiedade, a atenção pode ser tomada por preocupações, medo e antecipação de problemas. No TDAH, dificuldades de atenção, organização e controle de impulsos fazem parte de um padrão de funcionamento que começa em fases anteriores da vida.

As duas condições também podem existir ao mesmo tempo. Por isso, uma lista de sintomas ou um teste online não é suficiente para diferenciá-las. Para aprofundar essa comparação, leia também TDAH em adultos: sintomas, diagnóstico e quando procurar avaliação.

Como é feito o diagnóstico de um transtorno de ansiedade?

O diagnóstico é clínico. Não existe um exame de sangue, tomografia ou ressonância que, sozinho, confirme um transtorno de ansiedade.

A avaliação pode investigar:

  • quais sintomas estão presentes;

  • quando começaram e com que frequência aparecem;

  • situações que pioram ou aliviam o quadro;

  • impacto no trabalho, nos estudos, no sono e nos relacionamentos;

  • presença de crises de pânico ou comportamentos de evitação;

  • histórico de saúde física e mental;

  • uso de medicamentos, cafeína, álcool e outras substâncias;

  • presença de depressão, TDAH ou outras condições;

  • risco de autoagressão ou suicídio.

Dependendo dos sintomas e do histórico, exames podem ser solicitados para investigar outras causas. Questionários também podem ajudar na triagem e no acompanhamento, mas não devem ser interpretados isoladamente como diagnóstico.

“Uma boa avaliação não tenta encaixar a pessoa em um rótulo o mais rápido possível. Ela procura entender o que mantém os sintomas, quais outras condições precisam ser consideradas e quanto a ansiedade está interferindo na vida.”

Dra. Giovana Cavalcante, médica da Saúde Mental.

Ansiedade tem tratamento?

Sim. Existem tratamentos eficazes, e a escolha depende do tipo de ansiedade, da intensidade dos sintomas, das preferências da pessoa, de outras condições de saúde e do impacto na rotina.

O plano pode incluir psicoterapia, medicamentos ou uma combinação de abordagens. Também pode envolver educação sobre ansiedade, mudanças na rotina, cuidado com o sono, atividade física e redução de substâncias que agravam os sintomas.

Psicoterapia

A psicoterapia ajuda a compreender padrões de pensamento, emoção e comportamento relacionados à ansiedade e a desenvolver formas mais úteis de responder a eles.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais estudadas para transtornos de ansiedade. Dependendo do caso, outras abordagens também podem ser adequadas.

Em alguns transtornos, o tratamento psicológico pode envolver exposição gradual e planejada às situações temidas. Isso não significa forçar alguém a enfrentar tudo de uma vez, mas construir um processo seguro para reduzir a evitação.

Medicamentos

Alguns antidepressivos também são utilizados no tratamento de transtornos de ansiedade. Em situações específicas, outros medicamentos podem ser considerados.

Os efeitos não costumam ser imediatos, e a resposta varia de pessoa para pessoa. A escolha precisa considerar benefícios, efeitos adversos, outras doenças, uso de substâncias e possíveis interações.

Benzodiazepínicos podem aliviar sintomas rapidamente, mas exigem cuidado por causa de sedação, tolerância e risco de dependência. Não devem ser iniciados, compartilhados, aumentados ou interrompidos sem orientação médica.

Hábitos e estratégias de apoio

Algumas medidas podem colaborar com o tratamento:

  • manter horários de sono tão regulares quanto possível;

  • praticar atividade física de acordo com a condição de saúde;

  • reduzir cafeína, nicotina e álcool quando agravam os sintomas;

  • fazer refeições regulares;

  • reservar períodos reais de descanso;

  • dividir tarefas grandes em etapas menores;

  • reconhecer padrões de evitação;

  • manter contato com pessoas de confiança;

  • seguir o tratamento pelo tempo combinado.

Essas estratégias podem ajudar, mas não substituem cuidado profissional quando a ansiedade causa sofrimento significativo ou prejuízo.

Ansiedade tem cura?

Muitas pessoas apresentam melhora importante e retomam atividades que haviam sido limitadas pela ansiedade. Algumas permanecem longos períodos sem sintomas relevantes; outras podem ter fases de melhora e recaída, especialmente em momentos de estresse.

Por isso, a resposta depende do diagnóstico, da intensidade do quadro, de condições associadas, do acesso ao cuidado e da continuidade do tratamento. Em vez de buscar uma promessa única de “cura”, costuma ser mais útil pensar em redução do sofrimento, recuperação do funcionamento e prevenção de recaídas.

Quando procurar ajuda para ansiedade?

Pode ser o momento de buscar uma avaliação quando a ansiedade:

  • aparece na maior parte dos dias;

  • é difícil de controlar;

  • causa crises recorrentes;

  • prejudica o sono ou a concentração;

  • leva a evitar lugares, pessoas ou responsabilidades;

  • interfere no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos;

  • provoca sintomas físicos frequentes;

  • aumenta o uso de álcool, medicamentos ou outras substâncias;

  • vem acompanhada de depressão, desesperança ou pensamentos de morte;

  • faz a pessoa sentir que está perdendo autonomia.

Não é necessário saber qual transtorno existe antes de marcar uma consulta. A avaliação serve justamente para compreender o que está acontecendo, investigar outras possibilidades e decidir os próximos passos.

Perguntas frequentes sobre ansiedade

Todo mundo que sente ansiedade tem um transtorno?

Não. A ansiedade é uma resposta humana normal. Ela pode ser considerada parte de um transtorno quando se torna excessiva, difícil de controlar, persistente e associada a sofrimento ou prejuízo no funcionamento.

Ansiedade pode causar dor no peito e falta de ar?

Pode, mas esses sintomas também acontecem em outras condições. Dor no peito súbita ou intensa, falta de ar importante, desmaio ou sintomas diferentes do habitual exigem avaliação de urgência.

Uma crise de ansiedade pode acontecer do nada?

Sim. Às vezes o desencadeador não é evidente. Em um ataque de pânico, o medo e os sintomas podem surgir abruptamente. Uma avaliação ajuda a entender o padrão e a excluir outras causas.

Ataque de pânico significa transtorno do pânico?

Não. Uma pessoa pode ter um ataque isolado. No transtorno do pânico, os ataques são recorrentes e costumam gerar preocupação persistente com novas crises ou mudanças de comportamento.

Existe exame para diagnosticar ansiedade?

Não existe um exame isolado que confirme um transtorno de ansiedade. O diagnóstico é clínico. Exames podem ser solicitados para investigar condições físicas que causam sintomas semelhantes.

Teste de ansiedade online funciona?

Questionários online podem ajudar a reconhecer sinais e organizar informações, mas não confirmam diagnóstico nem substituem uma avaliação individual.

Ansiedade sempre precisa de medicamento?

Não. O tratamento depende do quadro. Psicoterapia, medicamentos ou a combinação de abordagens podem ser indicados conforme a intensidade dos sintomas, o diagnóstico, as preferências e as condições de saúde da pessoa.

Remédio para ansiedade causa dependência?

Nem todo medicamento usado para ansiedade causa dependência. Benzodiazepínicos apresentam risco de tolerância e dependência, especialmente com uso prolongado ou sem acompanhamento. Antidepressivos têm outro perfil e não devem ser confundidos com essa classe. Qualquer tratamento deve ser orientado por profissional habilitado.

Café pode piorar a ansiedade?

Pode. Cafeína pode aumentar palpitação, tremor, inquietação e dificuldade para dormir em algumas pessoas. A sensibilidade varia, e observar a relação entre consumo e sintomas pode ser útil.

É possível tratar ansiedade por teleconsulta?

Em muitos casos, avaliação e acompanhamento podem ser realizados por teleconsulta, desde que o formato seja adequado à situação e sejam respeitadas as necessidades individuais. Quadros de urgência ou situações que exigem exame presencial precisam ser encaminhados ao serviço apropriado.

Procurando entender melhor o que está acontecendo?

Informações na internet podem ajudar a reconhecer sintomas, mas não substituem uma avaliação individual. Ansiedade pode se parecer com outros problemas e também pode existir junto de outras condições.

Quando preocupações, crises, sintomas físicos ou comportamentos de evitação começam a interferir na rotina, uma avaliação pode ajudar a compreender o quadro e definir os próximos passos.

Conheça a trajetória da Dra. Giovana Cavalcante ou saiba como funciona a teleconsulta da Serena.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individual. Em uma urgência, procure atendimento presencial ou acione o SAMU 192.

Referências

[1] Organização Mundial da Saúde. Anxiety disorders. Atualizado em 8 de setembro de 2025.

[2] Ministério da Saúde. Linha de Cuidado para Transtornos de Ansiedade no Adulto — Definição.

[3] Ministério da Saúde. Linha de Cuidado para Transtornos de Ansiedade no Adulto — Sou paciente.

[4] Ministério da Saúde. Linha de Cuidado para Transtornos de Ansiedade no Adulto — Planejamento terapêutico.

[5] National Institute of Mental Health — NIMH. Generalized Anxiety Disorder: What You Need to Know.

[6] National Institute of Mental Health — NIMH. Panic Disorder: What You Need to Know.

[7] National Institute for Health and Care Excellence — NICE. Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113). Última revisão em 7 de maio de 2024.

[9] Ministério da Saúde. Suicídio (Prevenção).

Continue lendo

Continue lendo:

Outros conteúdos sobre saúde mental que podem ajudar você a entender melhor sintomas e situações do dia a dia.

Outros conteúdos sobre saúde mental que podem ajudar você a entender melhor sintomas e situações do dia a dia.

Quer entender melhor o que está acontecendo?

Se sintomas de atenção, organização ou bem-estar emocional têm interferido na sua rotina, uma avaliação individual pode ajudar a compreender melhor a situação e os próximos passos.

Dra. Jully Anne Cavalcante Pereira

ATENDIMENTO MÉDICO POR TELECONSULTA

ATENDIMENTO MÉDICO POR TELECONSULTA

Consulta, avaliação e acompanhamento em saúde mental.

Consulta, avaliação e acompanhamento em saúde mental.

Cuidado individualizado, onde você estiver.