SERENA
Psiquiatria • Saúde Mental • Bem-Estar
Bem Estar
Cuidados paliativos não são sinônimo de terminalidade ou desistência. Entenda como o cuidado em saúde mental ajuda pacientes e familiares a enfrentar medo, ansiedade, perdas, mudanças e decisões difíceis com mais qualidade de vida e dignidade.

Quando alguém ouve a expressão “cuidados paliativos”, é comum imaginar que os tratamentos terminaram e que a morte está próxima. Essa associação, porém, reduz uma forma de cuidado muito mais ampla.
Cuidados paliativos não são uma doença, um diagnóstico ou uma sentença de morte. São uma abordagem de cuidado destinada a prevenir e aliviar o sofrimento associado a uma condição grave que ameaça ou limita a continuidade da vida.
Eles podem começar desde o diagnóstico e acompanhar tratamentos que buscam controlar ou modificar a doença, como quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, reabilitação ou outras terapias. Na fase final da vida, também ajudam a preservar conforto e dignidade — mas não se limitam a esse momento.
O sofrimento provocado por uma doença grave nem sempre é apenas físico. Medo, ansiedade, tristeza, insegurança, perda de autonomia e mudanças na rotina também precisam ser acolhidos. Por isso, cuidar da saúde mental não é um detalhe separado do tratamento: é parte do cuidado integral.
“Na minha experiência com atenção domiciliar, percebo que muitas famílias recebem a expressão ‘cuidados paliativos’ como se fosse um anúncio de desistência. Quando explicamos que o objetivo é aliviar o sofrimento e preservar a qualidade de vida, o cuidado passa a ser compreendido de outra forma.”
— Dra. Jully Cavalcante, médica da Saúde Mental.
O que são cuidados paliativos?
Cuidados paliativos são ações realizadas por uma equipe para melhorar a qualidade de vida da pessoa que enfrenta uma doença grave e também de seus familiares e cuidadores.
Essa abordagem procura identificar e aliviar diferentes formas de sofrimento:
físico, como dor, falta de ar, náusea, fadiga e dificuldade para dormir;
emocional, como medo, ansiedade, tristeza, raiva e desesperança;
social, como isolamento, perda de renda e mudanças nos papéis familiares;
espiritual ou existencial, como dúvidas sobre sentido, valores, fé, finitude e legado.
O cuidado é definido de acordo com as necessidades, preferências e objetivos da pessoa. Em alguns momentos, a prioridade pode ser controlar a dor. Em outros, pode ser dormir melhor, participar de uma celebração familiar, permanecer em casa, conversar sobre o futuro ou recuperar segurança para tomar decisões.
Cuidados paliativos significam que a pessoa está em fase terminal?
Não.
Terminalidade descreve uma fase específica de uma doença quando a morte se aproxima e as possibilidades de reversão são muito limitadas. Os cuidados paliativos são mais amplos e podem estar presentes muito antes dessa fase.
Uma pessoa pode receber cuidados paliativos e, ao mesmo tempo, realizar tratamentos voltados ao controle ou à cura da doença. A proporção entre essas abordagens pode mudar conforme a condição evolui e de acordo com os objetivos definidos entre a pessoa, sua família e a equipe.
Também não significa “não ter mais nada a fazer”. Mesmo quando uma doença não pode ser curada, ainda há muito a fazer para controlar sintomas, favorecer autonomia, apoiar decisões, cuidar das relações e proteger a qualidade de vida.
Quem pode se beneficiar dos cuidados paliativos?
Pessoas de qualquer idade podem precisar dessa abordagem quando enfrentam uma condição grave que provoca sofrimento ou ameaça a continuidade da vida.
Isso pode ocorrer em situações como:
câncer;
insuficiência cardíaca, renal, hepática ou respiratória;
doenças neurológicas progressivas;
demências;
condições congênitas complexas;
doenças raras;
fragilidade importante;
algumas condições agudas graves.
A indicação não depende apenas do nome da doença ou de uma previsão de tempo de vida. Sintomas difíceis de controlar, internações repetidas, perda de autonomia, decisões complexas e sofrimento emocional também podem indicar necessidade de cuidado paliativo.
Por que a saúde mental é importante diante de uma doença grave?
Uma doença grave pode alterar quase todas as áreas da vida. A pessoa deixa de ocupar alguns papéis, depende mais de outros, enfrenta mudanças no corpo e convive com incertezas sobre tratamento, futuro e família.
É possível sentir tristeza, medo ou raiva sem que isso represente automaticamente um transtorno mental. Essas emoções podem ser respostas humanas a uma realidade difícil. Ainda assim, elas merecem espaço, escuta e acompanhamento.
O sofrimento também pode se tornar intenso ou persistente. Ansiedade, depressão, crises de pânico, insônia, confusão mental e pensamentos de morte podem aparecer ou se agravar durante o adoecimento. Ignorar esses sinais como se fossem “normais para quem está doente” pode prolongar um sofrimento que poderia ser avaliado e tratado.
Para compreender melhor como a ansiedade pode se manifestar e quando ela precisa de atenção, leia também Ansiedade: sintomas, crise, tratamento e quando procurar ajuda.
Além disso, sintomas físicos e emocionais influenciam uns aos outros. Dor e falta de ar podem aumentar a ansiedade; ansiedade pode intensificar a percepção de sintomas; noites mal dormidas podem piorar irritabilidade, medo e cansaço.
“Na prática, nem todo sofrimento aparece como dor física. Às vezes, a pessoa fala do medo de depender dos outros, de perder sua rotina ou de se tornar um peso para a família. Escutar esse sofrimento também é parte do cuidado.”
— Dra. Jully Cavalcante, médica da Saúde Mental.
Quais sofrimentos emocionais podem aparecer?
Cada pessoa reage de uma maneira. Entre as experiências possíveis estão:
medo da dor, da piora ou da morte;
ansiedade antes de exames e consultas;
insegurança sobre o resultado do tratamento;
tristeza pelas perdas provocadas pela doença;
sensação de não reconhecer mais o próprio corpo;
preocupação em depender de outras pessoas;
culpa por acreditar que está sobrecarregando a família;
raiva diante das limitações;
isolamento;
perda de sentido ou esperança;
dificuldade para falar sobre prognóstico e preferências;
luto pelas mudanças que já aconteceram.
Essas experiências não devem ser reduzidas a “pensamento negativo”. A proposta do cuidado em saúde mental não é obrigar alguém a ser otimista, mas ajudá-lo a encontrar formas possíveis de atravessar a realidade, mantendo voz, vínculos e escolhas.
Tristeza e depressão são a mesma coisa?
Não.
Sentir tristeza diante de uma doença grave é compreensível. A tristeza pode variar, permitir momentos de conexão e responder ao acolhimento recebido.
A depressão envolve um conjunto mais persistente de sintomas, como perda de interesse, desesperança intensa, culpa, dificuldade de concentração, alterações de sono e pensamentos de morte. Entretanto, alguns sinais podem se confundir com efeitos da própria doença ou do tratamento, como fadiga, redução do apetite e alterações no sono.
Por isso, a avaliação precisa considerar contexto, histórico de saúde mental, medicamentos, sintomas físicos e evolução clínica. Não é adequado concluir que toda tristeza é depressão, nem aceitar um quadro depressivo como inevitável.
Como o cuidado em saúde mental pode ajudar?
O cuidado começa pela escuta. O profissional procura compreender o que causa sofrimento, o que continua importante para aquela pessoa e quais recursos ela possui para enfrentar o momento.
Dependendo das necessidades, o acompanhamento pode ajudar a:
nomear medos e preocupações;
diferenciar reações esperadas de quadros que precisam de tratamento específico;
controlar ansiedade, pânico, depressão e insônia;
investigar confusão, agitação ou mudanças súbitas de comportamento;
adaptar-se à perda de autonomia e às mudanças do corpo;
melhorar a comunicação com familiares e profissionais;
participar de decisões de acordo com valores e prioridades pessoais;
preservar atividades, vínculos e fontes de sentido;
preparar-se para mudanças futuras sem retirar a possibilidade de esperança;
apoiar o processo de luto.
O cuidado pode incluir conversas de apoio, psicoterapia, orientação aos familiares, ajustes na rotina, técnicas para lidar com sintomas e medicamentos quando indicados.
Antes de atribuir uma mudança apenas ao estado emocional, a equipe também considera causas físicas. Dor mal controlada, infecção, desidratação, alterações metabólicas e efeitos de medicamentos podem provocar ansiedade, alteração do sono, agitação ou confusão.
Existe espaço para medicamentos?
Sim, quando existe indicação.
Medicamentos podem fazer parte do tratamento de depressão, ansiedade, insônia, agitação, delirium e outros sintomas. A escolha depende da condição clínica, dos demais medicamentos em uso, do funcionamento dos rins e do fígado, do risco de interações e dos objetivos do cuidado.
Em alguns casos, o benefício esperado aparece em pouco tempo. Em outros, a medicação precisa de semanas para produzir efeito. Por isso, o plano deve ser individualizado e revisto conforme a evolução.
Medicar não substitui escuta, comunicação e apoio. Da mesma forma, oferecer apenas conversa pode ser insuficiente quando existe um transtorno mental ou um sintoma intenso que precisa de tratamento clínico.
Por que a comunicação também é uma forma de cuidado?
Informações confusas ou contraditórias aumentam insegurança. Quando ninguém fala com clareza, pacientes e familiares podem preencher o silêncio com cenários ainda mais assustadores.
Uma comunicação cuidadosa procura entender quanto a pessoa deseja saber, quais são suas dúvidas e quem ela quer envolver nas conversas. O objetivo não é despejar informações nem retirar a esperança, mas oferecer condições para escolhas mais conscientes.
Conversas sobre prioridades podem incluir perguntas como:
O que é mais importante para você neste momento?
O que você espera do tratamento?
Quais situações seriam difíceis ou inaceitáveis para você?
Quem deve participar das decisões se você não puder se comunicar?
Onde você se sente mais seguro para receber cuidados?
Essas conversas podem fazer parte do planejamento antecipado de cuidados. Elas não servem apenas para o fim da vida: ajudam a alinhar o tratamento à história e aos valores da pessoa ao longo de todo o percurso.
Qual é o papel da atenção domiciliar?
Em situações adequadas, parte do cuidado pode acontecer no domicílio. Estar em casa pode preservar referências afetivas, rotina, privacidade e proximidade com pessoas importantes.
Cuidado domiciliar não significa ausência de acompanhamento. Ele pode envolver profissionais de diferentes áreas, um plano de cuidado, orientações para intercorrências e articulação com outros serviços da rede.
Dentro de casa, a equipe também compreende aspectos que nem sempre aparecem em uma consulta: como a família se organiza, quem assume os cuidados, quais barreiras existem e o que traz segurança ou sofrimento para aquela pessoa.
Nem todos os quadros podem ser conduzidos exclusivamente em casa. A necessidade de avaliação presencial, hospitalização ou assistência de urgência depende da situação clínica e da estrutura disponível.
A família também precisa de cuidado
Familiares e cuidadores podem lidar com preocupação constante, mudanças de rotina, privação de sono, sobrecarga financeira, conflitos e medo da perda. É comum que adiem as próprias necessidades porque acreditam que não têm direito de reclamar.
Apoiar o cuidador também protege a pessoa doente. Uma equipe pode ajudar a dividir tarefas, criar planos para crises, orientar cuidados, identificar sinais de esgotamento e mobilizar a rede de apoio.
“Na atenção domiciliar, não cuidamos apenas da pessoa que está doente. A família também pode sentir medo, culpa e exaustão. Quando o cuidador é acolhido e orientado, ele consegue participar desse processo com mais segurança e menos solidão.”
— Dra. Jully Cavalcante, médica da Saúde Mental.
Pedir ajuda, aceitar revezamento e reservar períodos de descanso não representam abandono. O cuidador também precisa dormir, alimentar-se, manter consultas de saúde e preservar algum contato com sua própria vida.
O que é luto antecipatório?
O luto pode começar antes de uma morte. Pacientes e familiares podem sofrer pelas mudanças no corpo, na independência, nos planos e na convivência. Esse processo é chamado de luto antecipatório.
Ele pode envolver tristeza, medo, raiva, culpa e momentos de negação. Nem todas as pessoas passam pelas mesmas reações ou seguem uma sequência previsível.
Falar sobre essas perdas não significa desistir. Em alguns casos, permite reorganizar prioridades, resolver assuntos importantes, criar memórias, reparar relações e encontrar formas de presença possíveis naquele momento.
Cuidados paliativos incluem o fim da vida?
Sim. Embora não sejam sinônimo de terminalidade, os cuidados paliativos também acompanham a pessoa quando a doença chega à fase final.
Nesse período, o foco pode se concentrar ainda mais no conforto, no controle de sintomas, no respeito às preferências e no apoio à família. A equipe também ajuda a explicar mudanças esperadas e a reduzir intervenções que não oferecem benefício proporcional ou apenas aumentam o sofrimento.
Cuidar no fim da vida não é apressar a morte. É reconhecer a realidade clínica e continuar oferecendo presença, alívio e dignidade.
Quando procurar ajuda para a saúde mental?
Converse com a equipe quando o sofrimento emocional estiver causando prejuízo ou parecer difícil de suportar. Alguns sinais que merecem avaliação são:
ansiedade intensa ou crises de pânico;
tristeza persistente e perda de interesse;
insônia que aumenta o sofrimento;
desesperança ou culpa intensa;
isolamento importante;
recusa de cuidados motivada por medo ou sofrimento emocional;
aumento do uso de álcool ou outras substâncias;
confusão, alucinações, agitação ou mudança súbita de comportamento;
exaustão intensa do cuidador;
pensamentos de morte, autoagressão ou suicídio.
Confusão ou agitação de início súbito também pode representar uma alteração clínica e exige avaliação rápida.
Na presença de risco imediato de autoagressão ou suicídio, não deixe a pessoa sozinha. Procure uma UPA, pronto-socorro ou hospital, acione o SAMU pelo 192 ou ligue para o Centro de Valorização da Vida pelo 188, disponível gratuitamente 24 horas por dia.
Como familiares podem ajudar?
Nem sempre é preciso encontrar a frase perfeita. Muitas vezes, estar disponível e ouvir sem corrigir a emoção já é uma forma importante de apoio.
Algumas atitudes podem ajudar:
perguntar como a pessoa prefere ser apoiada;
permitir que ela fale sobre medo e tristeza;
evitar frases como “você precisa ser forte” ou “pense positivo”;
incluí-la nas decisões sempre que possível;
respeitar momentos de silêncio;
ajudar a organizar perguntas para a equipe;
preservar pequenas escolhas e atividades significativas;
dividir as tarefas de cuidado entre mais pessoas;
comunicar à equipe mudanças físicas ou emocionais.
Esperança não precisa significar apenas cura. Ela pode estar ligada ao controle da dor, a uma conversa importante, à possibilidade de permanecer em casa ou a um dia vivido com mais conforto.
Perguntas frequentes sobre saúde mental e cuidados paliativos
Cuidados paliativos são apenas para quem está morrendo?
Não. Eles podem começar desde o diagnóstico de uma doença grave e acompanhar tratamentos voltados ao controle ou à cura. No fim da vida, continuam sendo importantes, mas não estão restritos a essa fase.
Receber cuidados paliativos significa desistir do tratamento?
Não. Significa acrescentar medidas para prevenir e aliviar o sofrimento, controlar sintomas, apoiar decisões e preservar qualidade de vida.
É possível fazer quimioterapia ou hemodiálise e receber cuidados paliativos?
Sim. Os cuidados paliativos podem ocorrer junto a tratamentos como quimioterapia, radioterapia, hemodiálise e reabilitação, conforme a condição clínica e os objetivos da pessoa.
É preciso ter depressão para receber apoio em saúde mental?
Não. O acompanhamento também pode ajudar diante de medo, ansiedade, perdas, mudanças de identidade, conflitos familiares e decisões difíceis, mesmo quando não existe um transtorno mental.
Tristeza em uma doença grave sempre precisa de medicamento?
Não. A conduta depende da intensidade, duração, prejuízo e contexto. Algumas pessoas se beneficiam de escuta, psicoterapia e apoio social; outras também precisam de medicamento.
A família pode receber apoio?
Sim. Familiares e cuidadores fazem parte do cuidado paliativo e podem receber orientação, suporte emocional e acompanhamento no processo de luto.
Os cuidados paliativos podem acontecer em casa?
Podem, quando o domicílio é um local adequado e existe uma rede capaz de oferecer segurança e continuidade. Algumas situações ainda exigem atendimento ambulatorial, hospitalar ou de urgência.
Falar sobre a morte faz a pessoa perder a esperança?
Não necessariamente. Conversas sensíveis e conduzidas no ritmo da pessoa podem reduzir incertezas e ajudar a definir prioridades. Ninguém deve ser forçado a falar, mas o assunto também não precisa ser proibido.
Cuidar continua sendo possível
Nem sempre é possível curar uma doença. Sempre é possível avaliar o que causa sofrimento e procurar maneiras de cuidar.
Nos cuidados paliativos, saúde mental não significa eliminar toda tristeza ou exigir serenidade. Significa oferecer espaço para que a pessoa seja ouvida, participe das decisões e atravesse o adoecimento com o máximo possível de conforto, autonomia, vínculo e dignidade.
A Dra. Jully Cavalcante realiza atendimento médico online em saúde mental, com escuta cuidadosa e avaliação individualizada. Em situações de doença grave, o acompanhamento deve ser articulado com a equipe responsável pelo tratamento e pode exigir avaliações presenciais e suporte local.
Conheça a trajetória da Dra. Jully Cavalcante ou saiba como funciona a teleconsulta da Serena.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individual. Em uma urgência, procure atendimento presencial ou acione o SAMU 192.
Referências
[1] Ministério da Saúde. O que são cuidados paliativos? Perguntas Frequentes da Política Nacional de Cuidados Paliativos. Atualizado em 10 de abril de 2025.
[2] Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 10.181, de 26 de janeiro de 2026. Atualiza conceitos e regras da Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS.
[3] World Health Organization — WHO. Palliative care.
[4] Ministério da Saúde; Hospital Sírio-Libanês. Manual de Cuidados Paliativos — 2ª edição. 2023.
[5] Instituto Nacional de Câncer — INCA. Cuidados Paliativos.
[6] Ministério da Saúde. A família também recebe apoio? Política Nacional de Cuidados Paliativos. Atualizado em 14 de abril de 2025.
Assunto:
Bem Estar
Assunto:
Transtornos Alimentares
Quer entender melhor o que está acontecendo?
Se sintomas de atenção, organização ou bem-estar emocional têm interferido na sua rotina, uma avaliação individual pode ajudar a compreender melhor a situação e os próximos passos.



